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Desde que foi emitida a segunda onda de Rádio existe a possibilidade de ... Interferências de
Rádio-freqüência Disciplinando o uso do
Espectro |
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LUTA DESIGUAL Mesmo em 1920
começam a surgir os primeiros conflitos sobre o uso do espectro de
rádio-freqüência. Embora pequena a quantidade de rádio-emissoras, as
interferências entre estações de diferentes serviços começaram a
prejudicar as comunicações. Na época o fato estava mais ligado à
limitação técnica do equipamento rudimentar utilizado. Impunha-se uma
regulamentação de caráter internacional. Estaremos diante do mesmo
fenômeno em pleno seculo 21, se os governos não impuserem um
ordenamento que coíba as transmissões clandestinas. O desconhecimento
técnico pode nos levar ao caos. No passado ano de 1925 foi criada a União
Radiotelegráfica Internacional. Os governos entenderam-se sobre a necessidade
de definir as freqüências e assegurar-lhes o emprego mais eficaz possível.
A primeira regulamentação entrou em vigor em novembro de 1926. Em 1932 é
criada a ITU - União Internacional de Telecomunicações. É uma
agência especializada intergovernamental, com sede em Genebra, destinada a
promover a cooperação internacional no campo das telecomunicações. Dentre
outras finalidades está a distribuição de freqüências em âmbito
internacional, para evitar interferências prejudiciais. O Brasil é um país
integrante da ITU e signatário de suas Convenções. Ou seja, a cada 5 anos,
quando se realiza a Conferência Plenipotenciária, o governo brasileiro envia
representante para dela participar. Também participam destas Conferências as
Entidades representativas de fabricantes de equipamentos de telecomunicação,
de operadoras de telecomunicação e de emissoras comerciais de radio e TV. QUEM PAGA ? Somos
permissionários do uso do espectro de rádio-freqüências, mas que, por não
visarmos lucros, também não canalizamos vultosas somas em tributos para os
governos, poder concedente desse espectro. Torna-se necessário que os
radioamadores também tenham a sua entidade representativa na Conferência,
que é a IARU - International Amateur Radio Union (União Internacional de
Radioamadores). Ninguém discute, e muito menos duvida, da capacidade
financeira dos governos ou das entidades representativas daqueles que exploram
comercialmente as telecomunicações para enviar representantes às
Conferências. Mas... e os radioamadores? A IARU necessariamente deve ser
mantida pelos radioamadores. Não há subsídio governamental algum para a
manutenção desta Entidade. É aí que entra a necessidade de nossa adesão
à essa Entidade Internacional para torná-la auto-sustentável
financeiramente, aderindo a nossa Entidade Nacional, a LABRE. A IARU só
reconhece uma única Entidade por país. A LABRE é, portanto, a Entidade
Nacional de Radioamadores reconhecida pelo Governo brasileiro e pela IARU.
Aqui no Brasil existia em 2003 apenas 32.205 radioamadores habilitados pelo governo
brasileiro para o Serviço. No entanto, por uma faculdade legal, menos de 10 por
cento destes eram filiados à LABRE. Sabe-se também que, por desatualização
cadastral, muitos dos habilitados são operadores inativos e até falecidos. DENUNCIE AS INTERFERÊNCIAS À ANATEL
Pela dimensão territorial brasileira torna-se muitas vezes ineficaz o nosso
sistema oficial de monitoramento e rastreamento de interferências
clandestinas e legais na faixa de rádio-freqüência. É comum nós, os
radioamadores operativos, passar vexame internacional, quando durante um
comunicado os colegas de outros países nos perguntam o que estamos fazendo,
permitindo que a clandestinidade invada as faixas destinadas ao Serviço de
Radioamador, perturbando as comunicações à nível mundial. Mesmo que a
interferência não lhe cause diretamente problemas, isso não reduz a
responsabilidade individual de agir como cidadão. Faça sua denúncia. Ela
poderá ser só mais uma, mas irá pressionar a autoridade oficial para a ação.
Precisamos ter responsabilidade e agirmos individual e coletivamente, em
defesa das nossas porções espectrais, dentro da lei, com ética e
responsabilidade social. |
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