Os primeiros Trasistorizados

     Yaesu FT7 e Atlas 210

 

 Yaesu

 FT7-B

Potência

Efetiva Irradiada:

100 watts em SSB

25 watts em AM

Adeus às válvulas. Viva o transistor!

 

 Nasce um novo conceito: o transceptor transistorizado 

Os japoneses começaram a penetrar significativamente no mercado de transceptores para Radioamador na década de 70, ganhando experiência com equipamentos de baixa potência (até 10 watts) fabricados em grande quantidade e destinados à Faixa do Cidadão nipônica, composta por mais de 100 mil operadores (aqui os PX).

Estes rádio-operadores constituíram um ótimo teste de campo para o Yaesu FT7, cuja base construtiva serviu mais adiante ao lançamento no mercado internacional do FT7-B.

O fabricante Yaesu conhecia a receptividade dos consumidores por novidades nessa área, já que o primeiro grande impacto da indústria japonesa sobre o mercado mundial de equipamentos para Radioamadores aconteceu em 1972 com o lançamento da Linha FT101, ainda pertencente à geração híbrida (excitação e tanque final valvulados e as demais etapas em estado sólido).

A partir daí a hegemonia norte-americana na fabricação desses produtos foi quebrada.

Segundo o Handbook do Radioamador, de autoria do colega Iwan Halász - PY2AH, o equipamento FT101 revolucionou o mercado mundial, provocando filas de espera de aproximadamente 6 meses nos EUA. Foram fundados os Clubes Fox-Tango, incentivados pelo fabricante e até hoje existentes.

Depois do FT101 houve uma única vez em que os Estados Unidos conseguiram tirar do Japão a iniciativa do lançamento de equipamento para Radioamador

O mérito coube ao Atlas 210 e Atlas 210x, totalmente em estado sólido (transistorizados), banda larga (não necessitando sintonia), leves e compactos, possibilitando a operação móvel, pois eram alimentados por 12v. 

O reinado do Atlas durou pouco tempo, pois os japoneses da Yaesu deram a resposta, acrescentando mais potência e inovações ao FT7, lançando o FT7-B. 

O fabricante Kenwood respondeu com o TS120 e nunca mais os americanos assumiram a ponta nessa corrida tecnológica. Por essa época acorda outro fabricante, que se tornaria um gigante japonês nesse segmento: a ICOM.

O que provocou o salto japonês?

Mão-de-obra qualificada e barata, introdução de apurados sistemas controladores de qualidade e o próprio controle acionário da indústria de componentes eletrônicos, base para o desenvolvimento das tecnologias que iam se agregando aos equipamentos.

Abaixo as especificações do Yaesu FT7-B...

Leve e compacto o Yaesu FT7-B possuía

display analógico e...

 

como acessório (opcional)

Frequencímetro digital